Mundo: um campo de férias ou um campo de batalha?

09-04-2010 20:34

Pensa em alguém que está no meio de uma guerra, mas não o sabe. Ou então em alguém que foi recrutado e enviado para o furor de uma batalha, mas que se recusa a aceitar e acreditar nisso. Ele pensa que está tudo muito bem, que tudo é normal e que precisa é relaxar um pouco. Enquanto os tiros e as bombas são atirados à volta da sua casa, ele não se apercebe. Está ocupado demais a pensar em como utilizar o seu tempo para descansar e não fazer nada.

Quando finalmente decide sair de casa, não leva nenhuma arma nem equipamento. Decidiu ir para a praia, bronzear-se e dar uns bons mergulhos. Há que aproveitar, afinal o tempo está óptimo.... É assim que ele sai para o campo de batalha de chinelos e toalha de praia na mão... o que será que lhe vai acontecer?...

Todos nós poderíamos facilmente responder a esta pergunta sem nos enganarmos. Estamos diante de um acto da mais perfeita loucura com consequências inevitavelmente trágicas.

No entanto há uma situação que é ainda mais trágica: cristãos que estão no meio de uma guerra mais decisiva e feroz que qualquer guerra mundial física, mas não o sabem (ou teimam em não acreditar). Que loucura! Viver no meio da guerra desarmado, sem preparação e desapercebido. A morte é certa, não importa quantos cânticos de vitória o cristão cante, ou a quantos cultos vá.

A Bíblia afirma claramente que o cristão, o Filho de Deus, não está aqui no mundo para passar férias, para fazer turismo, ou apenas para o seu bel-prazer. Jesus contrariou claramente este tipo de atitude quando disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9:23). Quer dizer que temos uma tarefa a cumprir, uma missão!

Em Efésios 6:12 a Bíblia também explica: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.” Não temos que lutar contra a carne e o sangue, ou seja, contra as pessoas. Chega de lutarmos uns contra os outros! Lutas entre famílias; lutas entre gerações; lutas entre igrejas; lutas entre denominações ; ou mesmo luta contra os pecadores, contra os que não são filhos de Deus. Isso tem que acabar! Temos de ser um exército unido!

No entanto, é necessário lutar, mas num sentido bem diferente.

  1. Temos que resistir ao diabo para que ele possa fugir (Tiago 4:7).

  2. Não nos podemos conformar com este mundo (Romanos 12:2), mas vencê-lo pela nossa fé (1 João 5:4), derrubando todas as muralhas (2 Coríntios 10:4) da religião, do cepticismo, do comodismo, do materialismo e consumismo, dos prazeres sensuais e imediatos e de tudo o que se levante contra o conhecimento de Deus (2 Coríntios 10:5).

  3. Precisamos vencer a nossa carne (tendência natural para pecar), alimentando o nosso espírito (Gálatas5:16,17) e sendo continuamente cheios do Espírito de Deus (Efésios 5:18).

Não há nada a temer, pois Jesus prometeu a vitória, mas é fundamental vestir toda a armadura de Deus (Efésios 6:11) e lutar, orando e vigiando em todo o tempo (Efésios 6:18). Só desta forma poderemos cantar e saborear a vitória.

Este é o tempo de despertarmos para esta realidade e lutarmos com determinação e coragem. Se não o fizermos, vamos ser tão inúteis quanto aquele soldado de que falámos no início.  Se, como bons soldados de Cristo, não nos deixarmos envolver com os negócios e ocupações desta vida (2 Timóteo 2:4), mas estivermos prontos a fazer tudo o que o Supremo Capitão ordenar, experimentaremos uma grande vitória e construiremos uma igreja poderosa, avivada, sempre crescente, que conquistará esta geração e esta terra para Deus. Assim seja!

 

Hugo Pinto, Pastor evangélico, BSteen Maio 2002