Gianni, Hip-hop para falar de Deus

09-02-2002 23:29

Apanhámos o Gianni no final de um concerto que deu com outros grupos evangélicos e quisémos saber algumas coisas.

BSTEEN - Qual o tipo de música que tu fazes?

Gianni - Sou compositor e cantor. Faço hip-hop, que é um som derivado de vários tipos de música: funk,  pop, soul music, rock (um rock muito pop) . São vários estilos de música que, arranjadas, fazem a cultura hip-hop.

BSTEEN - Estás a trabalhar num cd, não é verdade? Como está a correr esse trabalho?

Gianni - Isto do cd está-se a trabalhar devagarinho porque estou a fazer isto com um líder de louvor da minha igreja, que é o Carlos Marques. Como ele é bastante envolvido na igreja está a andar devagarinho. Penso que dentro de alguns meses, tenho um álbum com sete músicas minhas e duas participações de outras pessoas.

BSTEEN - Tens uma experiência com Deus muito forte. Queres contar-nos isso?

Gianni – Quando conheci Deus eu estava metido nas drogas e deixei as drogas por conhecer Deus. A princípio foi um grande fogo (entusiasmo), depois afastei-me e vim aqui para Portugal. Foi aqui que entrei no centro do Desafio Jovem, encontrei Deus outra vez e deixei mesmos as drogas. Agora, Deus está sempre comigo e eu tento estar sempre mais próximo d’Ele, conhecê-Lo sempre mais e tentar nunca mais me afastar d’Ele.

BSTEEN - O que é que achaste deste concerto?

Gianni - Eu gosto disto. Acho é que deviam fazer mais coisas destas (um pequeno teatro e estas músicas assim). A população juvenil é atraída por este estilo de música, este estilo de coisas. Há que falar de Jesus de maneira a que as pessoas de hoje compreendam.

Quer dizer, tu não podes cantar corinhos da igreja que são de 15 anos atrás para jovens de 15 anos ou de 20 anos que estão envolvidos, estão rodeados de coisas do Mundo. Então tem de se fazer um som que eles queiram escutar, claro, sempre com o propósito de falar de Deus.

Esta foi a entrevista ao Gianni Trinquera, de Torres Vedras. Ficamos à espera para ouvir o som hip-hop evangélico, em português. Há algum “MC” por aí?

 

Ana Ramalho, BSteen Fevereiro 2002