100% SEGURO? - Alguns mitos

09-03-2010 20:07

E Deus criou o sexo. E viu que era bom. Criou o homem e a mulher e disse para se reproduzirem, isto é, terem um relacionamento sexual. Dotou-os de hormonas, de emoções, sensações, mas também de vontade, domínio próprio e poder de decisão. Criou seres livres com capacidade para pensar e decidir.

 

 

Para Pensares 

Mito - algo que não corresponde bem à realidade, mas que é tido como verdade. Vamos ver alguns mitos em relação ao sexo.

 

Mito 1 -  O preservativo é 100% seguro. Seguro contra quê?

Realidade: O uso de preservativo não impede a transmissão de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), apesar de reduzir essa possibilidade. O Papiloma e o Herpes genital, dois vírus de transmissão sexual existem nos pêlos púbicos e em toda a pele da região genital e anal. O contacto pele-pele ou pele-mucosa, mesmo usando o preservativo, pode transmitir o vírus e provocar doença que muitas vezes só se manifesta muitos anos depois. Além disso, o uso de preservativo não garante 100% de eficácia contra uma gravidez indesejada, pois há sempre o risco de se romper.

 

Mito 2 – As DST têm todas tratamento e cura?

Realidade: Não existe tratamento nem cura para os vírus. O Papiloma e o Herpes genital não têm cura. O Papiloma pode originar cancro do útero e outros, 20 a 30 anos após o contágio.

 

Mito 3 – Tudo o que as novelas e os filmes mostram é a realidade?

Realidade – Nos ecrãs só passam os momentos de paixão, êxtase e fantasia. A realidade nua e crua, as consequências, são sempre omitidas. Nunca vemos as doenças, as depressões, as consultas, os exames médicos, os internamentos, as cirurgias, os abortos, enfim: o lado negro dos actos impulsivos. As novelas e os filmes são pura fantasia, direi mesmo, pura mentira.

 

Decidir - Sexo seguro? Claro. Como?

·       Quando ambos tenham os mesmos valores e crenças a respeito da dádiva de Deus, que é o sexo.

·       Quando o amor paciente e compreensivo respeita o outro numa decisão de abstinência (ausência de práticas sexuais) até ao casamento.

·       Quando feito numa relação de compromisso para toda a vida, em monogamia (vida conjugal com um só parceiro) e fidelidade mútuas (sem trocas).

 

A decisão é pessoal, é um acto de vontade. Diz um provérbio popular “O último a rir é o que ri melhor”. Talvez com a vossa decisão não sejam os primeiros a “rir”, mas de certeza absoluta serão os que irão “rir” melhor.

 

Maria Helena Martins, Médica, BSteen Setembro 2009