A história da Rosa Abreu

09-03-2010 18:07

O pai da Rosa sempre quis ter filhos rapazes. Mesmo sendo a filha mais nova, esta situação sempre provocou discussão na sua casa. Todo o seu crescimento foi influenciado pelo pensamento do pai, ao ter comportamentos masculinos e por brincar com os rapazes. “A minha mãe achava que por ser uma menina iria mudar o meu jeito com os tempos”… mas isso não aconteceu.

Muito cedo, a Rosa habituou-se a procurar o pai que se embriagava pelos bares. Logo, aprendeu também a frequentá-los.

“A minha vida andava confusa”, afirma quando explica a altura em que se envolveu com bandas de música ao vivo, que tocavam em bares e festas, ao ponto de ficar famosa no estado onde vivia. Além disto, trabalhou com feiticeiros durante três anos. “O dinheiro e a fama mudaram os meus comportamentos, ao ponto de sair de casa, abandonar os meus pais e assumir a minha sexualidade do lado aposto àquilo que Deus tinha determinado para a minha vida.

Mais tarde, numa das festas que frequentava, a Rosa conheceu uma rapariga que tinha sido cristã no passado. Após ter terminado de actuar, esta rapariga contou a sua história de vida, todo o sofrimento por que tinha passado. Esta conversa acabou em doze anos de relação até que um dia a sua companheira despertou…

“Ela sentiu-se como o filho pródigo, com saudades da casa do Pai e passou a falar-me da Palavra, coisa que eu achava uma loucura”, diz-nos a Rosa que confirma a sua constante perseguição aos cristãos, ao ponto de gozar com os cultos que eles faziam. 

“Ela deixou de ir às festas comigo onde eu tocava e passou a ir aos cultos pedir orações em meu favor”. Esta mudança de atitude por parte da sua companheira, não a tirou das noitadas. A Rosa chegou mesmo a pensar em suicídio devido ao vazio que sentia, apesar de tudo aquilo que possuía.

“Ainda a morar juntas, ela pediu-me para aceitar uma visita em minha casa”. Nesta visita, umas irmãs oraram, cantaram e interpretaram um sonho que a Rosa tinha tido. Esse sonho chamava-a para uma grande tarefa que Jesus tinha para ela aqui na Terra. “Chorei muito naquele dia”, afirma-nos Rosa, pois sentiu que não poderia lutar mais com o convite que Jesus lhe fazia. Entregou-se a Ele e hoje alegra-se com a vida nova que passou a ter!

A Rosa também foi chamada para ser missionária. Passou um ano a estudar na EMAD no Rio de Janeiro e começou um trabalho com tribos indígenas no sul da Bahia. Só depois Deus a enviou para Portugal.

Entusiasmada, Rosa trouxe uma grande vitória: “Os meus pais converteram-se e parte dos meus familiares também. (…) Muitas vidas na minha cidade, sabendo da minha libertação, entregaram-se a Cristo. Parte dos músicos que tocavam e se embebedavam comigo, hoje são obreiros e missionários”. Ver vidas transformadas é como se fosse o “combustível” necessário para ela viver, o seu melhor salário e objectivo principal… “não tenho outro pedido!”.

Para todos os adolescentes, a Rosa alerta para a hora de sermos verdadeiros: sem medos de mostrar a nossa identidade. “Fomos escolhidos para influenciar e não para sermos influenciados pelas mentiras e prazeres que não nos levam a nada”.

Depois deste testemunho brutal, a Rosa termina com o seu lema de vida: “vivamos para que outros tenham sucesso”.


Rosa Abreu, BSteen Fevereiro 09